segunda-feira, 6 de junho de 2016
segunda-feira, 13 de abril de 2015
segunda-feira, 2 de junho de 2014
Halitose:
um desafio que tem cura
Muitas pessoas não gostam de ir ao dentista. Algumas
delas por medo, mas outras porque sentem vergonha do odor que exala de sua
boca. Isso tem nome – é a Halitose, comum em cerca de 50 milhões de
brasileiros, segundo dados da Associação Brasileira de Halitose (ABHA). A
grande maioria dos casos tem origem na boca, onde vivem centenas de bactérias
com diferentes necessidades nutricionais.
Pesquisas recentes demonstram que o local
responsável pelo mau hálito é a área posterior da língua, no fundo da cavidade
oral. A explicação é que essa região, além de receber um fluxo menor de saliva,
contem grande numero de pequenas criptas nas quais as bactérias podem alojar-se
e digerir todas as proteínas dos restos alimentares ali retidos, causando o mau
cheiro.
Especialistas afirmam que a causa mais comum do
problema são as doenças periodontais, por fora dos dentes, como a gengivite,
provocada pela falta de higiene correta da boca e dos dentes. Já o estomago,
considerado pela maioria das pessoas como o vilão do mau hálito, é uma das
ultimas causas da halitose.
É importante que as pessoas saibam que a halitose
não é uma doença, mas um sintoma de que algo não vai bem no organismo e que é
fundamental descobrir a causa para introduzir o tratamento que, às vezes, pode
exigir a participação de especialistas. Por tanto, se você disser à pessoa que
o hálito dela está alterado, é um benefício que está fazendo a ela.
A
HALITOSE TEM TRATAMENTO E CURA, PORTANTO RECOMENDA-SE:
·
Beber água – dois litros por dia pra
manter a boca sempre úmida.
·
Evitar passar muitas horas sem
alimentar-se; o jejum prolongado favorece ao aparecimento de halitose.
·
Caprichar na higiene bucal. Quando
escovar os dentes, usar também o fio dental e passar a escova com delicadeza
especialmente na região posterior da língua.
·
Certificar se os níveis de glicemia
estão dentro da normalidade e se o funcionamento do estomago, dos rins e dos
intestinos não apresentam nenhuma alteração.
·
Utilizar, de vez em quando, goma de
mascar ou balas sem açúcar, que ajudam a aumentar a salivação.
·
Fique
atento ao mais importante: procure um Cirurgião-Dentista, ele pode te ajudar!
FONTE:
Conselho Federal de Odontologia – Odontologia em Revista, edição especial Abril
2014.
domingo, 13 de abril de 2014
7 Doenças Detectáveis Pelo Seu Dentista (e não são cáries)
Se você é
daqueles que só agenda uma consulta com dor de dente, saiba que várias doenças
fazem da sua boca um sinal de alerta.
1.
Diabetes
Ao contrario do que muita gente pensa, os idosos não são as únicas vitimas
dessa desordem metabólica. Embora seja raro, o do tipo I atinge, sobretudo,
crianças e jovens com menos de 25 anos. Independente da forma como se
apresenta, a patologia gera um hálito cetônico, que surge devido a pouca
disponibilidade de glicose como fonte energética. Isso leva o organismo a
buscar nas gorduras uma compensação “Quando há queima de gorduras para produzir
energia, surge um subproduto chamado de cetônicos, os quais são eliminados pela
respiração, dando ao individuo um hálito com cheiro adocicado”, esclarece
Sandra. Esse sintoma já é suficiente para o dentista encaminhar o paciente para
o médico confirmar o diagnóstico. Todavia, outras alterações bucais podem
denunciar o problema, tais como: diminuição da quantidade de saliva e maior
concentração de cálcio nela; alterações na coloração do esmalte do dente (ou na
formação de esmalte); dor e queimação na língua e quando quantidade de cáries.
2.
Osteoporose
A cirurgiã-dentista comenta que, como se trata de moléstia que diminui a
massa óssea, as principais manifestações bucais são o excesso de fraturas nos
dentes, o agravamento de doenças periodontais e a dificuldade de adaptação de
próteses (como dentaduras) e implantes dentários. Esse último transtorno ocorre
devido à perda de osso nas regiões da maxila e mandíbula. “A doença é mais
prevalente em mulheres. Se a paciente é magra e começa a ter várias fraturas dentárias, eu já peço
que ela vá ao ginecologista e faça o exame de densitometria, que mede a massa
óssea do fêmur e da coluna para diagnosticar a osteoporose”, completa.
3.
Doenças da pele
De acordo com Pannuti, essa categoria engloba problemas como lesões
vesicobolhosas, lúpus e pênfigo – doença conhecida como “fogo selvagem”, a qual
resulta no aparecimento de bolhas cheias de liquido na pele. Normalmente, todas
essas enfermidades se espalham pelo corpo, mas surgem primeiro na boca. “Elas
aparecem na forma de uma descamação na gengiva ou na mucosa. Em um primeiro
momento, podem ser confundidas com gengivite. Porém, são acompanhadas de bolhas
e dores, sintomas que não são comuns da doença periodontal”, explica.
4.
Sífilis
É causada pela bactéria Treponema
pallidum e transmitida por meio de relações sexuais. Os sinais variam
conforme o estágio da doença. Em quadros de sífilis primária, o dentista
observa uma úlcera firme e indolor, com bordas elevadas e claras na mucosa. Na
secundária, manchas ovais e placas esbranquiçadas, irregulares e também indolores
aparecem nas seguintes regiões: lábios, língua, palato, bochecha e até nas
amigdalas. Por fim, a fase terciária culmina na formação de gomas que podem
perfurar o palato. Quando isso acontece o paciente adquire uma voz nasalada e
passa a ter dificuldades de engolir. Como os sintomas dos dois últimos estágios
são bastante evidentes, é pouco provável que o indivíduo procure um
especialista em saúde bucal, preferindo ir diretamente a um médico. Há ainda a
sífilis congênita, que é a transmitida pra o bebê durante a gestação. “Ela faz
com que os dentes da criança tenham problemas de formação: os molares ficam com
aspecto de amora e os incisivos centrais superiores com forma de barril ou
chave de fenda”, comenta Sandra.
5.
HPV (Papilomavírus Humano)
Nome genérico para um conjunto demais de 100 tipos de vírus, o HPV é
outra Doença Sexualmente Transmissível (DST) detectável pelo especialista em
saúde bucal. No entanto, ele só consegue fazer o diagnóstico quando há a
presença de uma lesão do tipo couve-flor (nódulos pequenos rosados ou
esbranquiçados) no interior da boca. Sandra destaca que essa lesão pode ser
tratada por meio de medicamentos locais, remoção cirúrgica e crioterapia –
procedimento que consiste no congelamento e destruição do tecido anormal.
6.
AIDS
A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) provoca uma diminuição
progressiva das defesas do organismo, tornando o paciente suscetível a toda
sorte de infecções. O dentista Pannuti afirma que isso facilita o aparecimento
de lesões e neoplasias bucais, além de um câncer conhecido como Sarcoma de
Kaposi, causado pelo herpesvírus de tipo 8 (HHV-8). O sarcoma manifesta-se
principalmente no palato e na gengiva e possui forma de nódulos de coloração
avermelhada que sangram facilmente. Ele é o principal indício de que o
indivíduo pode ser soropositivo.
7.
Câncer
Pannuti ainda destaca que não é comum um câncer que tenha acometido outra
parte do corpo evoluir ao ponto atingir a boca. Entretanto, quando acontece,
normalmente ele é detectado na forma de uma ferida ulcerada que cresce a partir
da gengiva. “Ela pode ser confundida com outros tipos de lesões, mas o fato de
não cicatrizarem é uma característica que possibilita o diagnóstico
diferenciado.”
abril 2014 – págs 52, 53, 54 e 55.
domingo, 26 de maio de 2013
CAMPANHA DE ESCLARECIMENTO SOBRE DOR OROFACIAL E DISFUNÇÃO TEMPORO-MANDIBULAR.
Dor
Orofacial
Você tem dor
frequente (crônica) na boca, face, cabeça ou pescoço?
A dor faz
parte de um sistema de alarme do nosso organismo, que nos avisa quando algo
está errado. Pode ser de curta (aguda) ou longa duração (crônica). Geralmente
as dores agudas são facilmente identificadas e tratadas, o que nem sempre
ocorre com as dores crônicas.
O que é ATM?
ATM
significa articulação temporomandibular, que é a articulação entre a mandíbula
e o crânio. Portanto temos duas ATM, cada uma localizada na região anterior à
orelha. Elas participam dos movimentos mandibulares por meio da ação de
diversos músculos da face, da cabeça e do pescoço, permitindo os movimentos de
abertura e fechamento da boca como também os complexos movimentos mandibulares
que são realizados durante mastigação, deglutição, fala etc.
O que é
Disfunção Temporo-Mandibular (DTM)?
DTM é um
termo genérico que se refere a anormalidades dos músculos da mastigação, da
ATM, ou de ambos, as quais causam disfunção na mandíbula. Uma das queixas mais
frequentes das DTM é dor que pode ser em face, ouvido, fundo dos olhos, cabeça
ou pescoço. Ela afeta milhares de pessoas, de qualquer idade, sexo ou raça,
embora acometa principalmente mulheres na idade adulta. Pode estar presente
quando houver alguns dos seguintes sintomas:
Sintomas
·
Dificuldade
ou limitação para abrir, fechar ou movimentar a boca.
·
Dor
associada a ruído durante os movimentos da mandíbula ( abrir, fechar, falar,
mastigar, etc).
·
Travamento
de boca, seja impedindo sua abertura, fechamento ou movimento.
·
Dores
na face e/ou na cabeça e/ou pescoço.
·
Alterações
dos movimentos da boca.
·
Cansaço
facial ao acordar ou durante os movimentos da boca (falar, mastigar, cantar, abrir,
fechar, etc).
·
Dor
durante a mastigação, principalmente com alimentos que exigem mais esforço.
·
Dor
de dente em que não se encontram causas convencionais, como cáries ou doenças
gengivais.
Então
entenda o que é Dor Orofacial
Dor
Orofacial refere-se as dores originadas nas estruturas faciais. Portanto,
existem múltiplas causas principais de Dor Orofacial: neurológicas,
otorrinolaringológicas, oftalmológicas e odontológicas.
As causas
odontológicas são muito frequentes e nem sempre investigadas. Entretanto, o
cirurgião dentista é indispensável no processo de diagnóstico e tratamento de
pacientes com essas queixas.
As causas
odontológicas originam-se não só nos dentes e gengivas, mas também nos ossos
maxilares, músculos da mastigação, nervos cranianos, língua e nas articulações
temporomandibulares (ATM). Os estudos mostram que a dor de dente é a dor aguda
mais comum das dores orofaciais, enquanto as Disfunções Temporomandibulares
(DTM) são as causas mais comuns de dores crônicas orofaciais. Estudos epidemiológicos
mostram que há uma grande incidência de DTM na população.
Lembre-se:
DTM são os principais causas de dor crônica da face e de dor de cabeça crônica
de origem facial.
Outras
doenças que podem causar DTM
É de
fundamental importância lembrar que DTM e dor na face também podem ser sintomas
de doenças sistêmicas tais como: artrite reumatóide, fibromialgia, câncer e
diabetes, entre outras.
Portanto,
nas dores orofaciais em geral, mas particularmente naquelas que são
persistentes ou que não melhoram com os tratamentos, é necessária uma
investigação minuciosa, a fim de descartar a presença de outras doenças,
algumas raras. Felizmente a maioria das DTM é de origem benigna, todavia, uma
minoria pode ser de origem de tumores malignos ou devido a doenças graves, e
não deveriam ser desprezadas.
Qual
profissional deve procurar?
Disfunção
Temporo-Mandbular e dor orofacial é uma especialidade da odontologia e
portanto, o cirurgião dentista contribui e participa ativamente na avaliação de
queixas de dor facial, dor de cabeça ou dor no pescoço. Dependendo da origem do
problema, o tratamento pode ser exclusivamente de responsabilidade do cirurgião
dentista ou multiprofissional.
Fatores
Associados a DTM:
·
Apertamentodentário
ou ranger os dentes (bruxismo)
·
Morder
objetos
·
Roer
unhas
·
Mascar
chicletes
·
Má
postura
·
Estresse
emocional
·
Existência
de dores crônicas em outras partes do organismo
·
Algumas
DTM podem estar associadas a anormalidades no encaixe dos dentes
Como são
feitos os tratamentos?
Os
tratamentos variam de acordo como o tipo de dor orofacial e sua complexidade.
Nas dores crônicas o tratamento pode ser prolongado, havendo abordagem pode ser
prolongado, havendo necessidade de acompanhar o paciente. Assim a abordagem
pode ser uni ou multidisciplinar. Eis alguns exemplos de opções terapêuticas:
· Placas
miorrelaxantes, que são aparelhos de uso bucal
· Métodos
de terapia física (calor, ultrassom, tens, etc)
· Mudanças
de hábitos
· Acupuntura
· Medicamentos
e
· Cirurgias
em casos específicos
Os pacientes
com dor crônica também podem apresentar alterações psicológicas ou
psiquiátricas associadas, como depressão e ansiedade. Estas podem também exibir
exigir tratamento especializado. O mesmo ocorre em relação a distúrbios do
sono.
Quando além
de DTM o paciente apresentar outras dores na região cabeça e pescoço, como
enxaqueca ou cefaleia tipo-tensão, cervicalgias, todas elas devem ser
adequadamente diagnosticadas e tratadas
para o controle total da dor.
Fonte:
Conselho Regional de Odontologia de São Paulo
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